quarta-feira, 16 de março de 2011


Sou mulher, amiga, filha e, quem sabe um dia mãe. Sou duas mulheres dentro de mim. Às vezes três, quatro, cinco, seis... Talvez seja uma por mês. Diversifico-me. Existem momentos em que dou um grito, outros em que vivo um conflito. Apresento o mundo a minha dor e em outros momentos só consigo falar de amor. Ai torno-me a mais romântica, melodramática, imóvel, chorosa, nervosa, carente, decadente, vingativa, inconseqüente. É nesse momento em que eu não me apercebo e transformo-me numa mulher cheia de medo, cheio de reservas, coberta de subtilezas, séria e sem defesas. No minuto seguinte, no papel de mulher fatal, sou logo a tal e nesses momentos sou a dona do mundo, segura, destemida, presunçosa e atrevida. Rasgo todos os meus segredos ao meio e exponho-me num letreiro de poesias ou textos, assalto e incendeio... Conto o que ninguém tem coragem de contar, explico detalhes que nem é bom me lembrar. Uns me invejam, outros me odeiam, alguns me querem bem, mas poucos me amam. Odeio mentiras, pessoas falsas, pretenciosas. Sou assim, várias de mim. Sorrisos por fora e angústias a toda hora. Mostro-me forte e durona, mas sou frágil e sensível como uma criança. Tenho meus medos, minhas alegrias, desejos e fantasias. Por dentro um tormento. No rosto nem um único sofrimento. No corpo uma explosão de prazer. Nos olhos, deixo o meu desejo se perceber. No coração, o meu amor se demonstrar. Na maioria das vezes, sou o que faço e não o que falo. Onde meus gestos dizem mais de mim, do que possam imaginar. Tenho um lado obscuro, aliás, quem não tem? Guardo minhas agendas, cartas, fotos, poemas (os que escrevo e não deixo que vejam). Aprendi a aceitar as pessoas como são. A aceitar os defeitos e relevar os erros. Ouvir mais e falar menos. Aprendi que o futuro, só a Deus pertence. E que o hoje é o que realmente importa para sermos felizes. Que o medo no fundo nos dá coragem para seguir adiante... Sempre! Essa sou eu, onde ninguém me conhece. Na vida real sou muito mais complicada. Sou uma em mil. E quem tentou, descobriu que viver ao meu lado é viver dentro de um campo minando, que vai explodir em qualquer momento. Mas quem esteve nele, nunca mais quis fugir. Essa sou eu... E quem não gostar fazer o quê?

Um comentário:

  1. De sua autoria?
    Lindo!
    Lindo!
    Gostei mesmo!
    Muuuuuito massa!
    10 de vc no mundo fariam a diferença!

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